The place where the garden never grows

Durante um segundo esqueço o quanto o caminho de volta é tortuoso, então respiro um pouco mais pra dentro e mordo a maça da árvore proibida. Prendo a respiração num ato de misericórdia pois o ar que sai leva junto a substância que faz escoro ao meu resto, tomando o lugar daquilo que não tenho mais.


A gente morre e renasce meio torto, meio estranho. Nunca se viu, nem há de se ver, alguém que volte à vida em exato paralelo com o ser anterior. A morte desvia.


O reflexo no espelho se inverte tornando o direito e o esquerdo ambos conceitos vazios, mas o desvio dessa rota também me serve. Aplico seu modelo na construção dessa lembrança em espiral, extremamente bem vinda, e me hipnotiza.


Nos demais segundos que preenchem as horas, dias e meses, acredito com todos os átomos de todas as moléculas que me sustentam que eu não sinto mais, te nego todas as vezes encarando esse meu reflexo errante, mas nem ele acredita.


Repito todas as novidades e maravilhas que os meus dedos conseguem contar, mas a verdade é que não sinto mesmo mais a dimensão de nada disso, pq essa parte que “sente” é exatamente aquela que morreu, junto com tudo aquilo que vc tomou de mim, que te envaidece, e que jogou fora em seguida.


O tempo que fiquei e fico à mercê do seu veneno mata mais do que morte matada e morte morrida. Contamina tudo ao redor em obediência à teoria do fruto apodrecido, de forma que hj eu consigo estancar o avanço mas não reverter o dano, então preciso de alguém que o faça, alguém que eu SEI que vou encontrar, alguém que vc nunca vai ter, e isso me envaidece.


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so sweet, can you feel it?

(Can you feel it?)

are you here?

are you with me?

I can feel it

and its beautiful

 

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